Em agenda com sindicatos e audiência pública na Câmara, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, voltou a defender a redução da jornada e o fim da escala 6×1, destacando impactos na saúde e na produtividade.
Em Franca, Luiz Marinho defende redução da jornada e fim do 6×1 em audiência com sindicatos
Ministro visitou entidades sindicais da região e participou de audiência pública na Câmara sobre jornada 6×1 e pejotização; pasta apresentou estudo sobre viabilidade e efeitos da mudança.
FRANCA (SP) — O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em Franca na semana de 20 de março de 2026 para uma agenda com foco sindical e político, incluindo visitas a entidades representativas e participação em audiência pública na Câmara Municipal sobre redução da jornada, fim da escala 6×1 e pejotização.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a programação previa visita ao Sindicato dos Servidores Municipais e ao Sindicato dos Coureiros de Franca e Região, antes da audiência na Câmara.
Em registro publicado por veículo regional, a passagem do ministro também incluiu diálogo com sindicatos locais — entre eles, Servidores Municipais e Curtumeiros — sobre a pauta do 6×1 e a necessidade de mudança sem redução salarial.
Por que a redução da jornada voltou ao centro do debate
A defesa de reduzir a jornada aparece, hoje, como resposta a dois problemas que andam juntos:
- Saúde e qualidade de vida: jornadas longas e rotinas com apenas um dia de descanso tendem a elevar o desgaste físico e mental — algo que, segundo o ministro, tem efeitos diretos sobre adoecimento, acidentes e absenteísmo.
- Produtividade e eficiência: a pasta sustenta que, com reorganização do trabalho, investimentos e melhor gestão, é possível reduzir tempo de trabalho sem “quebrar” a atividade econômica — e que a mudança pode, inclusive, melhorar resultados.
No início de março, em audiência pública na Câmara dos Deputados, Marinho apresentou um estudo do MTE sobre a viabilidade e impactos da redução da jornada e do fim da escala 6×1, com dados do eSocial e análises de produtividade.
O que o MTE coloca na mesa
Sem entrar em “torcidas” fáceis, o debate ganha corpo quando entra em números. No estudo apresentado pelo ministério, a Subsecretaria de Estudos do Trabalho cita, por exemplo:
- a ideia de que existe espaço para transições porque grande parte dos vínculos formais está registrada em teto semanal, mas nem todos operam, na prática, em seis dias de trabalho;
- estimativas de impacto direto na folha e possíveis compensações por ganhos operacionais, como redução de rotatividade e faltas.
O ministro também tem defendido que o 6×1 é especialmente duro para quem acumula dupla jornada e tarefas de cuidado — e que ambiente hostil tende a gerar custos humanos e econômicos.
Franca no mapa do debate nacional
A presença do ministro na cidade reforça uma estratégia do governo de discutir o tema com categorias de base e sindicatos regionais. Além da audiência local, Marinho afirmou recentemente que a redução de jornada com fim do 6×1 está entre as prioridades do governo na relação com o Legislativo.
Entenda
O que é a escala 6×1?
É um modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um.O que significa “reduzir jornada” neste debate?
Significa diminuir o tempo semanal e/ou reorganizar escalas para ampliar períodos reais de descanso, com transição negociada e sem perda de renda — tema que tem mobilizado sindicatos e discussões legislativas.














