Os servidores públicos municipais de São José da Bela Vista aprovaram por unanimidade, em assembleia geral realizada na Câmara Municipal, a deflagração de greve no município. Convocada pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região (SINDSERV), a mobilização é uma resposta direta ao impasse de mais de um ano nas negociações coletivas e a alterações arbitrárias promovidas pela administração municipal no setor da saúde.
O movimento conta com respaldo jurídico e suporte político regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que colocou sua estrutura à disposição da categoria durante a assembleia.
O estopim: ataque a uma escala de mais de 30 anos
A gota d’água para a decisão da categoria foi a alteração unilateral realizada pela gestão do prefeito Walter Cássio Carvalho Faccirolli na jornada de trabalho dos profissionais da saúde, especialmente da urgência e emergência.
Sem negociação com a entidade sindical, a Prefeitura extinguiu o regime tradicional de 12×36 com duas folgas mensais, que é o modelo praticado no município há mais de três décadas. A mudança desestruturou a rotina dos trabalhadores e comprometeu as condições de trabalho na linha de frente do atendimento à população.
Além do problema pontual na saúde, a categoria enfrenta o desgaste de uma mesa de negociação coletiva paralisada há mais de um ano sem avanços significativos pela via do diálogo com o Executivo.
Legalidade e garantia de serviços essenciais
O SINDSERV oficializou a deflagração do movimento perante a Prefeitura, e observou com rigor o prazo legal de antecedência mínima de 72 horas exigido pela Lei nº 7.783/1989 para atividades essenciais.
Ciente de seu compromisso com a comunidade, a categoria garantiu que não deixará a população desassistida em atendimentos críticos:
- Urgência e emergência asseguradas: Atendimentos de prontos-socorros, plantões médicos e suporte de urgência serão mantidos para evitar qualquer prejuízo à vida e à segurança dos moradores.
- Quadro mínimo negociado: O sindicato colocou-se à disposição para formalizar, por escrito e em conjunto com o Executivo, a escala mínima operacional durante os dias de paralisação.
Mobilização e próximos passos
Com a comunicação protocolada junto à Prefeitura e divulgada à população, os servidores permanecerão mobilizados aguardando uma contraproposta que restabeleça a escala acordada da saúde e destrave a pauta coletiva. Caso o Executivo permaneça sem abrir um canal efetivo de diálogo, a greve terá início imediato ao término do prazo de notificação legal.





























